segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Errata por outrém

Isto é, mais uma vez subjugo-me à imensa sapiência de outrém. Quem escreve assim, não sofre decerto de Parkinson.
Há uma nota de verdade em cada um dos teus argumentos, cada frase sustentada no mais fino recorte literário, a beleza com encadeias as palavras umas nas outras, a sua musicalidade. Enfim, remeto-me ao meu refúgio nos Himalaias, não posso fazer face a tamanho gabarito.
O título, o título: Buda ou Buda. Esse repetição enfática da tua frase, digna do mais iluminado orador, digna do mais estudioso e virtuoso da retórica.

No entanto, tudo na vida não são rosas. Nem há bela sem senão; ou seja não elogio sem achincalhamento. O tão elogiado título não passa de um plágio de Burnay ou Bornaldo, carambam, até começa por "B". Podias ser mais original. Depois de um texto pautado pela iluminação deixas-te ir abaixo pelos promenores. E depois, na originalidade da tua oratória mais uma escorregadela: D. Bornaldo e Buda Pança. Conheces o Miguel Cervantes? Dentro dos meus limitados conhecimentos sei que foi um escritor espanhol que escreveu D. Quixote de la Mancha. Cheira-me a mais um plágio.

Bem, todos cometemos erros, deixa-me refazer o meu texto inicial.
À tua sapiência não me subjugo, é inferior à de um elástico ressequido. Quem escreve assim, não sofre de Parkinson, mas sim de Alzheimer. Há idiotices atrás de idiotices nos teus argumentos, cada frase sustentada num plágio de livros, e posts, talvez haja musicalidade, mas eu não a encontrei. Enfim, mais uma vez carrego aos meus ombros a árdua tarefa de te educar, difícil tarefa esta, pois tu aprendes tanto como uma couve.
O título, o título: Buda ou Buda. A tua boca ou dedos não são dignos de pronunciar esse nome ou de o sequer escrever, e a repetição só serviu para enfatizar a minha importância.

Ass. Celso Cunha

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