quarta-feira, novembro 23, 2005

A via do centro

Porque é que no meio, ou Centro Moderado, é que está a virtude?

A resposta é tão óbvia que só pode ser novidade para idiotas.

É simples. Em terceiro lugar, o Centro Moderado não gosta de ideias ultrapassadas, de -ismos, de ideologias bacocas de múmias do paleolítico... quer dizer, do paleolítico não porque ainda não se tinha inventado a escrita, mas vocês percebem o que eu quero dizer. O Cento Moderado prefere ver como é que pode convencer o pessoal que vai votar nele, ou nos seus amigos, (chispa!), ahem, adversários, obviamente (ups!), ou melhor, curiosamente do Centro Moderado, que está a fazer o que pode com a “tanga” que, esses mesmos... adversários lhe deixaram. Durante esse período vai aplicando reformas estruturais que são obviamente, aos olhos de todos, inevitáveis. Qualquer semelhança entre o resultado final dessas reformas e as ideologias de Grandes Senhores do pensamento humano do séc. XVIII é uma mera coincidência. Aliás, o resultado é muito mais parecido com o de uns pensadores p'rá “frentex” que falam de um novo século já não me lembro bem donde.

Em segundo lugar, o Centro Moderado, tal como o nome indica, até nem curte essa cena da esquerda ou da direita, mas é obrigado a usá-la, porque senão a carneirada (porra!), perdão, os eleitores não sabiam bem qual deles é que tinha andado a quebrar as promessas ('dass!), repito, os compromissos eleitorais desta vez (estes últimos como coisas do género “um Porche para cada português”).

Finalmente, o ponto à luz do qual só se pode concluir que os charutos do Ché não tinham só tabaco e que o Mussolini devia ter antecipado que ia ficar ferido a treinar com granadas: em primeiro lugar, quem pretende mandar (chiça!), ahem, mudar a sociedade através das palavras só pode triunfar sobre quem o quer fazer nas ruas porque “a pena é mais forte que a espada”. Hoje em dia só um bárbaro, principalmente um skin imigrante ingrato, é que vai andar por aí a partir coisas quando temos Internet e é “fashion” trabalhar a partir de casa. Além de muito mais abrigado, quentinho, confortável e, principalmente, seguro.

A lista continua mas eu não vos quero maçar, dado que, como já referi, isto é tudo óbvio.

Viva a Demagogía (merda!), quer dizer, Democracia. Viva a Evolução. Pi hurras para o Centro-Moderadismo!... Hip hip hurra!... Hip hip hurra!... Hip hip hurra!... Hi-

P.S.: Para ficar só entre nós - Isto de escolher claramente para onde se quer ir é para os ingénuos, até porque, já Buda dizia que se deve seguir o caminho do meio.

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