Consideremos que:
1) A localização das significações do
Outro são concorrentes das estratégias individuais de afirmação.
2) O campo simbólico dos jogos linguísticos é uma arena política por excelência.
3) O Reconhecimento do
Outro é a
autopoiesis.
O imaginário do
self é um fruto da relação dialógica entre sujeitos ao nível libidinar ilusório, o que nos permite concluir que entre o
id e o
superego não se encontra mais do que a mera representção de um reconhecimento estereotipado. Neste sentido, a verdadeira liberdade não pode ser vivida nem através da acção nem através dos actos de fala, como tem sido categoricamente afirmado tanto pela escola anglo-saxónica da filosofia analítica como pela francesa dos pós estruturalistas.
Se eu de facto sou um
outro na representação de si mesmo, então o
souci de soi pipista não pode ser nem contemplativo nem proactivo. A acção performativa do sujeito entala-o entre o
superego e o
id, encerrando-o assim em si mesmo e limitando-lhe a liberdade. Se o sujeito falhado poderia ser vivido numa imagética do
id, o
Sobre-Homem Nietzschiano apenas pode ser encontrado se o
Reconhecimento de
mim passar pela aniquilação política do
eu mais profundo.
A revolução não é portanto sinónimo de mudança, mas antes do re-estabelecimento de coordenadas societais que permitem a permanência das categorias num movimento ablativo para além ansiedade.
A permanência do turpor é condição
sine qua non para a libertação pipista.
Post Scriptum: Acredito que este texto explique o meu prolongado silêncio.
Post Post Scriptum: Uni-vos e agi!... ou... Deixei a latência da libertação fazer-vos ascender do
id ao
superego!