segunda-feira, agosto 31, 2009

Está no dicionário

vernáculo
adj.
1. Nacional; próprio do país a que pertence.
2. Fig. Genuíno, puro (falando-se da linguagem).
3. Correcto, com pureza no falar, no escrever.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Classificado

Não é invenção minha, este classificado vinha mesmo no jornal:

«Homem heterossexual procura homem heterossexual para partilhar momentos íntimos.»

o PiPismo na orientação sexual.

terça-feira, agosto 04, 2009

Citação PiPista

«Nem pensem que vos vou dar uma citação lá para o vosso blogue estúpido»

Alberto Silva, anti-Pipista primário

quarta-feira, abril 22, 2009

Perguntas idiotas, respostas PiPistas

"O que quer dizer com o mais rápidamente possível? Antes de q?"

"Quero dizer: o menor tf contido em
{x : x é um tempo imaginável} \ {x : x sendo tf faria o universo colapsar}."
-||-

"Como é que classifica? De 0 a 10, como é que classifica?"

"A classificação que já fiz é de π2, mas numa escala de eπi a i. Em resposta à sua pergunta: é só fazer as contas."

segunda-feira, abril 13, 2009

PiPismo na Estrada



Vindo daqui.

PiPismo e os Mistérios

'No período do Iluminismo, «mistério» passou a ser um «enigma», ou um «problema a resolver», o que desvirtuou – penso – o que hoje se entende por «mistério». Diria mesmo que é necessário recuperar o sentido de “mistério” nos dias de hoje. Sobre «mistério», li num livro de Denis Edwards [1] que o "«mistério»... aponta para aquela dimensão da experiência humana que escapa à compreensão, e transcende-nos totalmente" (p. 17). Mas li ainda que este "...horizonte do ser sem limite é aquilo que chamo de «mistério»" (p.20). Porém, pergunto: existe alguma forma de compreender um Mistério que, por definição, está para além da compreensão?



Penso que a resposta é "viver o Mistério". A raiz da compreensão do Mistério está na experiência humana da realidade como História (Pannenberg, [2]). Se o que é real é memória do passado, experiência do presente e um futuro que nos atrai, tudo o que encerra a totalidade do percurso da história do universo leva-nos a percepcionar que a realidade não é apenas o que materialmente existe, mas também tudo o que está para além da materialidade. Diz-nos Pannenberg que a «abertura ao mundo para além de si mesmo expõe o organismo à historicidade única da sua experiência de vida. Esta realidade histórica é, de facto, no seu sentido mais radical a vida própria do organismo e nunca pode ser adequadamente descrita simplesmente em termos do funcionamento das células vivas» (p.6)



A realidade como História é Mistério e se tomarmos em conta a contribuição da visão bíblica, apenas à luz do futuro é que podemos compreender o passado e o presente. Logo, redescobrir o valor do Mistério seria redescobrir a vida e a história que geram.'

Tudo vindo daqui.

Pedido de desculpas

quarta-feira, abril 01, 2009

O "Teorema" das 4 cores é falso!




«O "Teorema" das 4 cores tem uma longa história. E também uma longa história de pseudo-demonstrações falhadas, quer por amadores quer por grandes matemáticos. Tim "Nerd" Ragnar parece ter dado uma machadada fatal naquilo que se julgava ser uma demonstração correcta - demonstração a que, curiosamente, os matemáticos mais "puros" sempre torceram o nariz por ser uma demonstração assistida por computador (na verdade, a primeira deste género) e ser impossível a um ser humano verificá-la.


O problema das quatro cores data de 1852, quando Francis Guthrie, na altura estudante de liceu, estava a colorir um mapa dos condados de Inglaterra. Guthrie constatou que, com algum esforço, conseguia colori-lo com a condição de condados contíguos terem cores diferentes usando apenas 4 cores diferentes. Intrigado, foi perguntar ao irmão mais velho, Frederick, já na Universidade, se isto se passava com qualquer mapa.

Frederick Guthrie não conseguiu responder, e foi perguntar ao seu eminente professor em Cambridge, o célebre Augustus de Morgan, se sabia resolver o problema. De Morgan pensou, pensou... e a resposta era não. Tinha nascido o problema das quatro cores.

Aqui começa a história das débâcles matemáticas, que agora tem pelos vistos um novo episódio. A primeira referência na literatura matemática à conjectura das quatro cores deve-se a Arthur Cayley em 1878. Um ano depois aparece a primeira "demonstração" pelo matemático Kempe; o seu erro foi apontado por Heawood 11 anos depois.

Outra demonstração errada deve-se a Tait, em 1880; o erro no raciocínio foi apontado por Petersen em 1891. Durante estes peiodos a conjectura das quatro cores foi considerada um "Teorema", e é provavelmente por isso que as empresas de lápis de cor (e hoje em dia de canetas para transparências) vendem pacotinhos de 4, e não 3 ou 5, canetas: julgava-se que 4 cores eram suficientes.

Seguiram-se contribuições matemáticas importantes de Birkhoff, que permitiram a Franklin mostrar em 1922 que a conjectura das 4 cores é verdadeira para mapas com, no máximo, 25 regiões.

Mais tarde Heesch introduziu técnicas importantes em teoria de grafos (redutibilidade e descarga) que permitiram a outros matemáticos reduzir a análise do problema a um número finito (embora gigantesco) de casos. Em 1976 os matemáticos Hapel e Akken conseguiram reduzir os casos possíveis a pouco mais de dois milhares e colocaram um computador a verificá-los um a um.

O resultado foi a primeira demonstração assistida por computador. O problema das quatro cores é, assim, um Teorema, embora nunca nenhum ser humano isolado tenha conseguido construir uma demonstração "clássica".

É neste contexto que surge o extraordinário contraexemplo de Ragnar! Não sendo um matemático profissional (e auto-intitulando-se "Nerd"), coloca a circular o contra-exemplo acima de um mapa plano que não se consegue colorir apenas com 4 cores.

A comunidade matemática está chocada. Mais uma demonstração para o lixo. Mas agora com a certeza de que o resultado é falso!

O que se passou mal com esta pseudo-demonstração? Aparentemente há uma subtileza em teoria de grafos que faz com que, tecnicamente, o grafo do mapa apresentado possua vértices imersivamente reduzidos e tal que o grafo dual (harmonicamente conjugado) não possui esta propriedade. Ainda não é claro, na altura da escrita, como é que este facto passou despercebido na "demonstração" por computador. Mas passou!

Aparentemente, o mapa de Ragnar é o menor com esta propriedade patológica, e portanto o mais pequeno contra-exemplo. O leitor é cordialmente convidado a tentar colorir o mapa com 4 cores. Atenção: a região exterior ("oceano") também deve ser colorida com uma das 4 cores.»

Via De Rerum Natura

quinta-feira, março 26, 2009

Artificialismo? Só se for Natural

Usar o preservativo como forma de prevenir gravidezes é, como toda a gente sabe, de um artificialismo nojento e decadente de que nem Aldous Huxley se lembraria!

Impedir o milagre da concepção impondo à Natureza uma barreira artificial que interrompe de forma vil que a conjugalidade de género assuma toda a sua duo-cumplicidade dimorfo-sexual é simplesmente criminoso. Ainda por cima besuntada de gordura. Uma porcaria.

Quer dizer, qualquer dia estamos a usar capas de lona apoiadas em estruturas de aço articuladas para não apanhar chuva!

Para os hetero-pares que desejem escolher optar por preterir a consumação da sua bi-identidade que para isso mesmo foi feita, existem gráficos e tabelas previamente preparados por técnicos de saúde devidamente autorizados que para isso receberam formação científica durante vários anos. Utilizando tecnologia de ponta - um termómetro, um marcador e um calendário - esses casais podem tentar descobrir se o membro da parelha pertencente ao género feminino se encontra na fase fértil. Assim, basta evitar proceder ao coito com penetração vaginal. Se isso não funcionar, paciência!! Essa é a beleza da Mãe-Natureza em toda a sua glória!

O mesmo se pode dizer em relação à fertilização in vitro e a técnicas de fertilidade. É absurdo interferir com a Natureza! Se o casal pretende facilitar a celebração da Vida em toda a sua plenitude pode fazê-lo de forma completamente natural: existem gráficos e tabelas previamente preparados por técnicos de saúde devidamente autorizados que para isso receberam formação científica durante vários anos. Utilizando tecnologia de ponta - um termómetro, um marcador e um calendário - esses casais podem tentar descobrir se o membro da parelha pertencente ao género feminino se encontra na fase fértil. Assim, basta proceder ao coito com penetração vaginal. A Natureza encarrega-se do resto, tal como do que vem antes desse resto.

Fugir à gravidez? Técnicas de fertilidade? Para quê se existem outras formas de fugir à gravidez e outras técnicas de fertilidade!

Aprofundar uma relação através de relações seguras sem o risco de uma gravidez indesejada? Não. A realidade é bem mais rica em todo o seu esplendor e complexidade: as mulheres foram feitas para parir e os homens para as fecundar.

Apanhar doenças é mau mas usar o preservativo também. Para isso mais vale evitar ficar doente em primeiro lugar. Além disso existem medicamentos que nos curam ou ajudam a recuperar que foram desenvolvidos durante anos em sofisticados laboratórios. Podemos confiar neles a nossa saúde!

Houve, há 500 anos, pessoas que usaram pequenas tiras de tripa de cabra como forma de impedir a bi-conjugali... bababababa e não sei quê. E o que é lhes aconteceu? Nenhuma dessas pessoas sobreviveu até aos dias de hoje: o preservativo não traz mais saúde e a longo prazo estamos todos mortos!

Recorrer a técnicas artificiais de gerar criancinhas fazendo das mulheres meras máquinas de parto? Não. Se a Natureza não quer, quem somos nós para a contrariar? Quem anda à chuva molha-se...