sexta-feira, dezembro 21, 2007

Vamos falar sobre Pipismo

«Serve esta pequena apresentação para falar sobre o Pipismo: conteúdos, objectivos, valores, aviões de papel e citações teóricas.

Inicialmente exporemos o título do trabalho, e de seguida passaremos ao índice onde resumiremos brevemente os tópicos desta apresentação. Aqui começaremos por referir que iremos expor o título do trabalho, e passar imediatemente de seguida ao índice, no qual serão apresentadas as diferentes partes que compõe este trabalho, a saber o título; o índice, no qual será abordado o conjunto de tópicos que compõe este trabalho; a definição de Pipismo; a história do movimento Pipista; e finalmente a resposta a todas as perguntas que nunca foram feitas.

No índice iremos descrever sumariamente o que compõe cada uma das partes do trabalho, incluindo o próprio índice, fazendo então referência à composição do índice que está a ser apresentado. Faremos notar que se trata de uma meta referência ao índice, pelo que o fazer notar dessa meta-referência acaba por surgir como uma meta-meta referência. Faremos então uma meta-meta-meta referência à construção de uma meta-meta referência, a qual será usada para construir uma meta-meta-meta-meta referência. Alcançaremos uma META-(meta*oo) referência ao abordarmos a questão da própria construção, por indução de qualquer nível de n-meta referência, mesmo que o símbolo utilizado para designar infinito (oo) seja uma treta de uns dois "o"s e não um símbolo decente. Desta forma repetiremos o símbolo de treta e abordaremos aquilo que acabámos de fazer com um tempo verbal perfeitamente desadequado, visto que se refere ao futuro (futuro do indicativo) e não ao passado recente (pretérito perfeito do indicativo / pretérito perfeito composto). Assim sendo, acabermos por fazer uma análise do próprio discurso com que exporemos o índice do nosso trabalho, correspondendo esta então à verdadeira meta-abordagem do índice do trabalho.

Lembraremos então os pressupostos básicos do Pipismo, dos quais concluiremos que nenhuma meta-abordagem foi feita a respeito do índice deste trabalho, pelo que todos os pressupostos de partida relativos ao índice estão por esclarecer.

Mas que raio de trabalho é que apresenta um índice sem sequer ter abordado e problematizado a linguagem com que este será apresentado? Que raio de trabalho é que assume pressupostos, e apresenta o índice como um conjunto de artigos de Fé, que o leitor apenas poderá acreditar sem questionar? Que raio de trabalho é que tem um índice que não se auto-questiona? Que não quer saber de si próprio? Que não é orgânico? Que não tem vida??

É um trabalho morto. Não é um trabalho PiPista, de certeza!
Ou, talvez por isso mesmo, apenas ele o seja. Mas conviremos que é PiPisticamente desadequado utilizar um trabalho PiPista para falar sobre o PiPismo.

Não sei quem é a besta que seria capaz de apresentar um trabalho asqueroso e vergonhoso como esse. Ou então começar a apresentar a ficar a meio, o que seria ainda pior.

Eu é que não sou.»

1 comentário:

José Luiz Sarmento disse...

Força, companheiro Vasco!